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      Essa é uma pergunta muito comum na consulta ortopédica, afinal qual das duas técnicas é melhor para ajudar no tratamento de uma lesão ortopedica?

      Para não deixar dúvidas, o gelo é sempre a melhor opção, já que o frio contribui para o controle do edema (inchaço), causa uma vasoconstrição primaria dos vasos sanguíneos, diminuindo o fluxo sanguíneo local e evitando o escape de líquidos no local da lesão, além de diminuir a extensão dos danos nas células do tecido lesado (músculo ou articulação), ou seja, vai atuar como um anti-inflamatório e ajudar a relaxar a musculatura pelo efeito anestésico que possui.

      Isso nos primeiros 5 minutos, porque após esse tempo, causa uma vasodilatação secundaria, que aumenta a circulação sanguínea no local e dura por um bom tempo, mesmo após ser retirado.

      Importante que a pessoa mantenha o gelo por pelo menos 20 minutos e tome cuidado para não queimar a pele durante a aplicação. Prefira sempre usar um saquinho (para congelados) com gelo e água, pois esta força o aumento da temperatura, evitando a necessidade de se usar um pano entre o gelo e a pele O calor produz somente a vasodilatação, não causa a vasoconstrição inicial do gelo e tem um efeito menos duradouro, porque acaba quando se retira a fonte de calor. Diferente do gelo, em que a vasodilatação é secundaria e dura por mais tempo, aumentando a sensação de analgesia.

      Sempre indico o gelo por pelo menos 20 minutos, exceto para aqueles pacientes que não toleram o frio ou que possuam GOTA, já que o frio pode precipitar os cristais de ácido úrico nas articulações e causar dor.

      O mais indicado é sempre ter a orientação de um médico, pois o gelo ou calor são um dos recursos utilizados dentro de um programa de tratamento.

      As fraturas do úmero proximal (ombro) são freqüentes e contribuem com 5% de todas as fraturas do corpo humano. Ocorrem freqüentemente em pacientes de mais idade, em mulheres , depois que o osso do úmero é enfraquecido pela osteoporose, mas podem ser vistas em pacientes de todas as idades.

      As principais causas são queda com apoio sobre o braço estendido e trauma direto.

      O diagnostico depende de exame físico feito pelo especialista e de estudos de imagem (radiografias e tomografia computadorizada , se necessário)

      A maioria das fraturas do úmero proximal (80%) são com pequeno desvio e os fragmentos não estão totalmente separados o que permite um tratamento conservador simples (uso de tipóia) e fisioterapia posterior para reabilitação do membro.

      Por outro lado, em 20 % dos casos podemos ter fragmentos desviados e com grande instabilidade, possível comprometimento vascular da cabeça do úmero, o que demanda tratamento cirúrgico específico .

      Diversas são as modalidades cirúrgicas, mas em geral utiliza-se placas bloqueadas com parafusos ou em casos mais graves próteses de ombro.

      A fisioterapia pós-operatória é mandatória e a recuperação total pode variar de 03 a 06 meses.